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5 de agosto de 2014

Softwares contábeis para estudantes…

Olá pessoal…

Segue uma lista de alguns softwares contábeis para estudantes. A maioria são versões acadêmicas de produtos comerciais. Ressalto que da lista apresentada, eu trabalhei e conheci somente o Cordilheira, da EBS. Os demais não tenho conhecimento sobre como são especificamente. Quem tiver tempo, vale testar alguns deles, talvez.

O importante é que várias empresas disponibilizam soluções que podem ser usadas em disciplinas diversas ao longo do curso. Conversem com o coordenador e, principalmente, com seus professores para, quem sabe, integrar nas aulas o uso de alguma ferramenta dentre as apresentadas.

Até mais…

 

FORTES INFORMÁTICA

A Fortes Informática possui um programa de apoio ao estudante – PAE – em que um dos apoios que oferece é a disponibilização de versão acadêmica de software contábil para uso pelos estudantes. O link para saber mais é <<http://www.fortespae.com.br/paeOquee.php>>

DATA CEMPRO

O aluno Virgílio Pires é quem deu a dica algum tempo atrás. A empresa Data Cempro oferece aos estudantes um pendrive com versão acadêmica aos estudantes. Além de permitir download de seus sistemas para avaliação. Para entrar em contato com eles, segue o link <<http://www.sistemascontabeis.com.br/Index.aspx>>

EBS | Sistema Cordilheira

A EBS sistemas, pertencente agora ao grupo SAGE (dona da IOB), também disponibiliza a alunos versão acadêmica de seu software. Para saber como baixar, acesse o link <<http://www.ebs.com.br/ebssite/html/Solucoes/InstituicaoEnsino/Aluno_v2.html>>

ALTERDATA

A Alterdata também disponibliza versão para estudantes na forma de um “pacote para Estudantes”. Mais informações no link <<http://w2.alterdata.com.br/packstudent/index.asp>>

EXACTUS

Outra softwarehouse que tem versão para estudantes. O link é <<http://www.exactus.com.br/download-academico>>

NETSPEED

Por meio da Licença de Uso Acadêmica, será possível ao aluno utilizar os sistemas Contabilidade, Escrita Fiscal e Folha de Pagamento gratuitamente em seu computador pessoal. O link é <<http://www.netspeed.com.br/educacao>>

CONTMATIC

A Contmatic também possui um projeto voltado para acadêmicos, em que disponibiliza versão de seu software contábil. O link é <<http://www.contmatic.com.br/academico>>

PAI (Programa de Assessoramento Intensivo) do IBPT

Não chega a ser um software contábil, mas julgo ser importante ferramenta para a gestão dos negócios. E que pode ser utilizado em nossas aulas ou TCCs. Segue o link para conhecer um pouco mais da iniciativa <<http://pai.org.br/>>

NASAJON

Empresa do Rio de Janeiro que tem projeto de disponibilizar suas soluções (Contábil, Escrita Fiscal e DP) para estudantes. O link é <<http://nasajonestudante.com.br/>>

31 de julho de 2014

CURSOS ONLINE

Olá…

Reproduzo novamente indicação de cursos online da FGV. Constituem ótima oportunidade para aqueles que querem se atualizar e não possuem muito tempo por conta de trabalho, universidade, família, etc. Aos que concluem e atingem média na avaliação, certificados são emitidos. A lista de cursos disponíveis é vasta e existem – do meu ponto de vista – bons cursos propostos. Vale a dica…

CURSOS ONLINE DA FGV

Outra sugestão é o link a seguir, do site CATRACA LIVRE. Nele, além de diversos assuntos, notícias e informações bem legais, há indicações de cursos diversos gratuitos na web. Vale ficar atento…

Até mais…

4 de junho de 2014

Contabilidade e Estresse

Olá a todos…

Julgo interessante a matéria do link a seguir que relaciona a valorização do profissional de contabilidade e o nível de estresse. Vale ler…

 

Contadores à beira de um ataque de nervos

10 de abril de 2014

Estudantes em Extinção

Não tenho mais o costume de reproduzir textos aqui no blog. Normalmente teço meus comentários e opiniões sobre e a partir deles e posto o link para acessá-los. Mas julgo que o texto abaixo, do Thomaz Wood Jr., traz importante reflexão sobre o ensino e os estudantes/alunos.

Vale ler.

 

Procuram-se estudantes

Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção

por Thomaz Wood Jr. — publicado no site da Revista Carta Capital em 10/04/2014 04:52

Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.

Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.

Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos, a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.

Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.

As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.

Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.

Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo. São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói.

3 de abril de 2014

Alfabetização contábil é o que?

Mais um excelente texto do Thomaz Wood Jr.

A grande questão, em se tratando de contabilidade, é que temos, no conjunto dos profissionais - inclusive os da docência, noção equivocada de que basta saber fazer os cálculos, basta saber como aplicar os "modelos", basta saber tratar dos números... E esquecemos que comunicação oral e escrita é essencial para o sucesso de qualquer exercício profissional.

Aliás, desenvolver comunicação oral e escrita é desenvolver outras competências, habilidades, destrezas úteis não somente para a vida profissional. São úteis, acima e primeiro de tudo, para a VIDA... E muitos de nós, do campo da contabilidade, não consideramos essa perspectiva.

Será que estou errado? Leiam o texto e depois, se se sentirem motivados, vamos debater um pouco…

 

ANALFABETISMO FUNCIONAL | Por Thomaz Wood Jr. | Publicado na Carta Capital em 24/07/2013

23 de junho de 2013

Sobre Iniciação Científica e Ensino Médio

 

Olá pessoal…

Viajando um pouco pelo conteúdo do site da Revista Fapesp cheguei a uma matéria sobre o estreitamento da relação de universidades com o ensino médio através de programas de iniciação científica Jr - PIC-Jr. Na Unespar|Fecilcam já trabalhamos com PIC-Jr há algum tempo e julgo que os resultados dessa aproximação podem ser considerados muito positivos, tanto para nós da universidade quanto para as escolas e alunos do ensino médio que dele participam.

Creio que seja uma pauta interessante para uma matéria de divulgação institucional; para evidenciar um pouco do que fazemos e dos resultados alcançados. Abaixo segue o link para a matéria publicada no site da Revista Fapesp.

Até breve…

http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/14/a-emocao-da-estreia/

21 de junho de 2013

Palestra e mesa redonda com o PDE Campo Mourão e Paranavaí

 

Olá a todos…

Ontem participei de Seminário Temático com o pessoal do PDE de Campo Mourão e Paranavaí. O evento foi sediado em Paranavaí, na FAFIPA, onde fomos muito bem recebidos pelas professoras Nilva e Tânia, anfitriãs do evento e da casa.

Minha participação foi com uma palestra, na parte da manhã, em que abordei a temática Sociedade, Educação e Tecnologias. No período da tarde fiz parte de uma mesa redonda, coordenada pela professora Gilian, em que apresentei algumas estratégias que uso em minhas aulas com recursos da Tecnologia da Informação e Comunicação.

Fiquei muito honrado com o convite da professora Edicléia Basso (coordenadora do PDE Campo Mourão) para que eu participasse do evento. Creio que tenha dado minha contribuição com algumas reflexões sobre a relação Tecnologias e Educação e com a demonstração, ainda que breve, de algumas ações minhas com o uso das TICs.

Agradeço a todos pelo apoio e atenção e agradeço também aos professores e professoras que estavam lá para nos ouvir e debater.

Até breve…

28 de fevereiro de 2013

Problemas na Educação não ocorrem somente por aqui...

Olá...

O link a seguir dá acesso a breve matéria publicada no site da universidade de Stanford. A matéria relata que pesquisadores da universidade escreveram um relatório apontando problemas no ensino escolar público americano - desigualdade, falta de qualidade, recursos aplicados equivocadamente, deficiências na formação de professores, etc - que poderá comprometer o desenvolvimento daquele país.

Leiam a matéria. Nela há link para o referido relatório (já baixei aqui para ler) Problemas como esses, muitos imaginam, não seriam comuns de acontecerem com um país como os EUA... pois é... acontecem e de forma ampla. Acontecem lá e acontecem cá. Mas existem diferenças, entre lá e cá, nas ações decorrentes ao mapeamento dos problemas...

Até mais...

MATÉRIA SOBRE AS AMEAÇAS DA FALTA DE QUALIDADE PARA A EDUCAÇÃO AMERICANA

25 de fevereiro de 2013

Criatividade...

Olá pessoal...

Segue um vídeo bastante bacaninha sobre o processo criativo. É claro que seu conteúdo é bastante simplificado. Mas dá dicas interessantes para iniciar o próprio processo criativo.

Até breve...

 

Curso sobre CONHECIMENTO, SABER e CIÊNCIA

Olá pessoal...

Segue link que dá acesso a curso online sobre Conhecimento, Saber e Ciência. O curso está no portal da FGV Online e é gratuíto. Ele proporciona uma visão geral sobre a ciência e o processo de geração de conhecimento científico. Vale fazer o curso. É bem rápido e ainda confere declaração de participação aos que concluirem com aproveitamento de 70% no mínimo.

Até breve...

CURSO FGV: CONHECIMENTO, SABER e CIÊNCIA

Plágio...

Olá pessoal...

Segue link de matéria sobre plágio. A matéria aborda a questões legais e institucionais a respeito do assunto. Apresenta dois casos de ministros alemães que renunciaram aos seus cargos em razão de denúncia de que plagiaram suas teses de doutoramento.

Fico pensando aqui com meus botões se esses fossem casos ocorridos aqui nos trópicos... que desfecho será que teriam?

Ética, moral, vergonha pública, mácula na carreira política e acadêmica... será que teriam importância relevante por aqui a ponto de provocar renúncia?

Sei lá... Até breve...

 

Matéria da Gazeta sobre Plágio.

28 de janeiro de 2013

TCCs em Ciências Contábeis

Considero que TCCs em Ciências Contábeis podem ser realizados sob dois enfoques. O primeiro deles aproxima-se de pesquisas de caráter científico, nos moldes de uma iniciação científica e com as rigorosidades de uma investigação que produzirá, em alguma medida, novo conhecimento ou, pelo menos, nova perspectiva sobre conhecimentos já trazidos à luz por pesquisas anteriores.

O outro enfoque refere-se a estudos aplicados à um campo específico da própria Ciência Contábil, como auditoria, análise das demonstrações contábeis, controladoria, etc.


Ambos serão planejados e conduzidos com a rigorosidade necessária. Contudo, apresentam características que os diferem em termos de problematização, metodologia e, fundamentalmente, execução.

Até breve...

Educar pela Pesquisa...

(O título da postagem é do Demo... Pedro Demo...)

Desenvolver com alunos de Ciências Contábeis atividades de pesquisa como estratégia no processo de ensino é tão importante quanto transmitir a eles conhecimentos técnico-procedimentais próprios da contabilidade. A simples transmissão de conhecimentos, na forma de aulas expositivas, não garante aprendizado e não auxilia o aluno de hoje na obtenção da autonomia intelectual que lhe será cobrada no exercício profissional de amanhã.


Atividades de pesquisas podem, se bem conduzidas, auxiliar de forma efetiva no aprendizado do aluno na medida que o faz gerar conhecimentos a partir de seu envolvimento com o objeto da aprendizagem. Também o coloca em situações de decisão na resolução dos problemas que enfrentará com o processo da pesquisa. Desenvolve nele habilidades de comunicação oral e escrita, na medida que pesquisas precisam ser disseminadas. Requer que desenvolva comportamento e trabalho colaborativo, dado que pesquisar não se trata de atividade isolada.

Contudo, desconfio que muitos de nós, professores de contabilidade, temos que nos dedicar mais e melhor ao aprendizado da pesquisa. Julgo que para adotarmos a pesquisa com recurso em nossa prática de ensino precisamos nós, também, aprendermos e praticarmos pesquisa...

Até breve...

6 de setembro de 2012

O Trabalho do Professor...

388110_6281O trabalho do professor, em ensino, consiste em que: transmitir o conhecimento acumulado aos alunos ou buscar com eles formas de favorecer o aprendizado consciente e consistente?
Fica a dúvida... alguém opina ou contribui com a questão?

Professores, o que pensam?

Alunos, o que acham?

3 de setembro de 2012

Ouvir...

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“É do silêncio que nasce ou ouvir. Só posso ouvir a palavra, se meus ruidos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro, se eu parar de tagarelar”.

Rubem Alves | Educação dos Sentidos

14 de julho de 2012

Blackmores’s Night

Olá...

Segue mais uma sugestão de banda que gosto. Espero que gostem.

Até breve...

 

11 de julho de 2012

ALABAMA SHAKES

Olá pessoal...

Descobri essa banda dia desses. O que posso dizer dela... fantástica. Seguem dois vídeos. O primeiro é uma performance de palco e o segundo um clipe de estúdio. Se quiserem uma experiência “pra ver quem são”, assistam o segundo vídeo. Para quem gostar, o primerio vídeo será o passo seguinte, naturalmente.

O destaque da banda, é claro, fica por conta da voclaista. Ao ouví-la me vem à memória Janis Joplin. Menos rouca é claro, mas com semelhante estilo vocal e entrega nas interpretações.

Vale assistir.

Até breve...

 

You ain’t alone

Hold On

27 de maio de 2012

O Oleiro

Olá pessoal...

Segue vídeo interessante sobre processo de aprendizagem. Vale refletir.

Até mais...

22 de maio de 2012

Cientificamente Comprovado - Verdade ou Mito?

cientista01Olá pessoal...

Faz tempo que não reproduzo artigos e matérias na íntegra aqui. Mas o artigo que segue é uma exceção. Vale ler e refletir sobre ele.

Até mais...

 

Do JC e-mail 4501, de 21 de Maio de 2012.

Cientificamente Comprovado - Verdade ou Mito? O que há de verdade em alguns produtos e terapias alternativos

Artigo de Valderi Pacheco dos Santos e Cleber Antônio Lindino, professores do curso de Química da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus de Toledo. Artigo enviado ao JC Email pelos autores.

Há na mídia, em geral, um grande número de produtos e terapias alternativos que, com a roupagem de "comprovados cientificamente" e, fazendo uso indiscriminado de teorias ditas científicas, tentam convencer-nos de que apresentam eficácia em tratamentos medicinais. Mas será que podemos confiar de olhos fechados em tudo aquilo que se veste do manto e da credibilidade conquistada pela Ciência ao longo de cerca de quatro séculos, para tornar maior seu apelo comercial e, com isso, ganhar visibilidade e aumentar seus lucros?

Muitos produtos comerciais, em suas propagandas, abusam de termos médicos e prometem curar ou tratar uma série de males, mas nestas mesmas propagandas deixam claro que não são remédio, mas apenas "complemento alimentar". Isso não é uma afirmação bem intencionada de alguém que pretende fugir do rótulo negativo do termo "droga ou remédio", mas apenas uma ferramenta jurídica para poder ter sua comercialização liberada sem os rigorosos testes de comprovação de eficácia exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a agência reguladora dessa atividade no Brasil.

Algumas características dos anúncios ou formas de divulgação desses produtos são facilmente observadas: usam e abusam de teorias científicas, geralmente obscuras e de difícil compreensão, para conquistar credibilidade junto ao público alvo; não utilizam métodos experimentais rigorosos em suas investigações; afirmam ter alcançado resultados positivos, embora suas provas sejam altamente questionáveis e suas generalizações não tenham sido corroboradas por investigadores imparciais; prometem eficácia no tratamento de uma gama grande e aleatória de problemas de saúde; geralmente disfarçam-se de nomes diferentes para burlar a legislação; utilizam retórica e argumentos convincentes e representantes comerciais altamente treinados; muitas vezes, prometem ganhos financeiros absurdos a novos representantes e recorrem à técnica da "pirâmide", atualmente renomeada de "marketing de rede", em que, quanto mais associados a pessoa conquistar, maior será seu lucro; ignoram o efeito placebo, comum a qualquer pesquisa séria de estudo de eficácia de medicamentos de referência, em que, ao testar o medicamento em dois grupos de pacientes, um deles, o chamado grupo de controle, sem o seu conhecimento, recebe as doses do medicamento sem a presença do princípio ativo. Mesmo nesse grupo, haverá um número de pacientes que sentirá melhora nos sintomas, e isso tem de ser levado em consideração em uma pesquisa formal.

Não é objetivo deste artigo, rotular algumas terapias como fraudulentas ou enganosas, mas apenas dar a visão da Ciência sobre seus princípios e mecanismos de ação, para que as pessoas, leigas ou não, façam seu próprio julgamento.

Um exemplo é a Homeopatia, um termo bastante comercial e muitas vezes usado em produtos farmacêuticos que, a princípio, nada mais são que medicamentos fitoterápicos, pois utilizam concentrações, ainda que pequenas, muito maiores que aquelas ditas homeopáticas (não entraremos aqui no mérito dos critérios adotados para a liberação destes medicamentos para comercialização no Brasil).

Segundo a doutrina médica da homeopatia: "uma quantidade ínfima de um dado princípio ativo é capaz de apresentar os mesmos efeitos, ou até superiores, que aqueles observados com as quantidades utilizadas nos medicamentos de referência". Mas o que podemos entender como quantidade ínfima? Para exemplificar, vamos partir de uma concentração típica da homeopatia (uma parte do princípio ativo para cada 10.000.000.000.000.000.000.000.000.000 partes de água). Usando um pouco de conhecimento químico e matemático, sabemos que 18 mL de água (um mol) contém cerca de 600.000.000.000.000.000.000.000 moléculas de H2O. Então, são necessários 300.000 mL (ou 300 L) de água para termos a quantidade de moléculas de água suficientes na qual uma única molécula do princípio ativo estará dispersa. Neste contexto, as chances desta única molécula do princípio ativo estar presente em um frasco de 50 ou 100 mL do medicamento homeopático é muito pequena, e menor ainda é a chance desta molécula estar presente no volume correspondente a uma dose do medicamento.

Porém, segundo a própria homeopatia, "o medicamento homeopático não tem o princípio ativo, propriamente dito, mas, como provém de sucessivas diluições do medicamento concentrado, a água conserva a "memória" da presença do medicamento." Um fato que impulsionou a homeopatia, dando-lhe status de terapia medicinal com comprovação científica, foi um artigo famoso, porém controverso, publicado em uma das duas mais importantes revistas de divulgação científica no mundo (a Nature), no final da década de 1980. Naquele trabalho, os pesquisadores estudaram o potencial alergênico de uma determinada substância em culturas de células. Entretanto, as quantidades destas substâncias não eram muito maiores que aquelas utilizadas em homeopatia, ou seja, não passavam de uma molécula da substância alergênica por ensaio. Inicialmente, os resultados positivos eram espantosos e chegou-se a considerá-los como a descoberta do século.

Entretanto, pouco tempo depois, após sucessivas tentativas frustradas de outros grupos em reproduzir os resultados obtidos por aqueles pesquisadores, uma comissão nomeada pela própria revista Nature, liderada por James Randy (conhecido mundialmente pelo desafio que oferecia um prêmio de um milhão de dólares a quem conseguisse comprovar que possuía algum poder paranormal), foi incumbida de acompanhar os experimentos, só que agora sem qualquer intervenção ou parcialidade do grupo de pesquisadores, já que estes não sabiam de antemão quais soluções continham o princípio ativo e quais não continham. Infelizmente, ou felizmente, os resultados foram todos refutados e a revista teve de publicar uma nota de retratação, tomando o cuidado de não acusar os autores, mas alegando que havia ocorrido um grande equívoco. Hoje, a visão da Ciência é clara, a homeopatia trabalha com fenômenos indetectáveis (a memória da água), e portanto, impossíveis de serem comprovados ou refutados, bem como, os medicamentos homeopáticos apresentam eficácia que não supera aquela observada nos grupos de controle, tratados com placebo.

Outro tipo comum de terapia alternativa, muito presente em alguns produtos anunciados e vendidos nas portas das residências, são as propriedades eletromagnéticas. Quem nunca ouviu falar dos filtros de água com imantação e irradiação infravermelha, ou então os colchões com propriedades magnéticas? Segundo os anunciantes: "quando submetida a um campo magnético (ímãs), a água ganha uma nova organização molecular que facilita a absorção pelas células e, assim, elimina mais facilmente as toxinas do organismo"; ou então, no caso dos colchões: "o campo magnético ativa a corrente sanguínea e age como relaxante muscular"; ou ainda: "a ação do infravermelho sobre a água, dá a ela a capacidade de combater radicais livres e diminuir a acidez do organismo".

É fácil notar aqui a utilização exagerada de conceitos científicos de pouco domínio popular, bem como a atribuição de efeitos benéficos sem qualquer critério científico, como, por exemplo, associar campo magnético à organização molecular da água no estado líquido, sendo que esta apresenta uma estrutura molecular caótica que, mesmo que respondesse significativamente a um campo magnético, que teria de ser suficientemente intenso, como os utilizados em Ressonância Magnética Nuclear (RMN), ainda assim, esta organização não duraria sequer uma fração de segundo após o afastamento da água do campo magnético. Quanto à ação do campo magnético dos colchões sobre o sangue e os músculos, a alegada ação sobre o ferro, presente em quantidade significativa no sangue, não ocorre, uma vez que, na forma de íons dispersos no estado líquido, combinados com a hemoglobina, o ferro não responde a um campo magnético, bem como os músculos, apesar de responderem a impulsos elétricos, são inertes magneticamente.

Outra questão é atribuir propriedades fantásticas (como o controle da acidez) ao infravermelho, uma onda eletromagnética de baixa energia extremamente presente em nossa volta, tendo em vista que, todo corpo aquecido a emite abundantemente, e que tem como única ação sobre as moléculas de água, provocar movimentos vibracionais, que por sua vez, aumentam a energia cinética das moléculas, elevando levemente sua temperatura. Se for para esse fim, apenas aumentar a temperatura da água, as microondas de um forno seriam bem mais eficientes. Além disso, se o infravermelho tivesse poderes terapêuticos, certamente ninguém adoeceria, uma vez que somos fonte constante de emissão de infravermelho.

Mas o que falar da conhecida Terapia dos Cristais, que promete, entre outras coisas: "agir como amplificadora de energia, ajudando tanto a transmitir como absorver a energia positiva do exterior". O que diz a Ciência a respeito? Cristais em geral são óxidos ou sais metálicos ou não metálicos, mas podem ser também formados por elementos puros. Podem ser constituídos por ligações covalentes mais fortes, que os tornam mais resistentes e duros, ou por ligações iônicas ou de van der Waals mais fracas, que os tornam mais quebradiços e moles. Entretanto, os cristais óxidos ou salinos, justamente aqueles utilizados em terapias dos cristais, têm uma característica em comum, são péssimos condutores de eletricidade e não servem para induzir ou absorver qualquer outro tipo de energia do organismo humano que não seja a térmica (calor).

Por fim, o que a Ciência tem a dizer a respeito da Paranormalidade, que apesar de não ser uma terapia medicinal alternativa, tem espaço amplo de divulgação na mídia e apoia-se em fatos tidos como comprovações concretas de sua existência, alguns deles até relacionados a curas? A visão da Ciência a esse respeito é semelhante ao que concluiu o desafio de James Randy: depois de mais de uma década desafiando "paranormais" do mundo todo, nenhum dos muitos que tentaram, conseguiram obter sucesso. Na verdade, até hoje, nunca houve um ser humano sequer que conseguisse provar experimentalmente que apresenta poderes paranormais, sobrenaturais ou ocultos, provavelmente não por falta de interesse no prêmio ou na fama que conquistaria.

As conclusões da Ciência são que, independentemente se o poder paranormal envolve previsões do futuro, leitura de pensamentos, movimento de objetos com o poder da mente, levitações, contato com espíritos, cirurgias psíquicas, entre outros, ou não passam de truques reconhecidos facilmente por profissionais da área da mágica, ou carecem de interpretações mais críticas quando praticados por pessoas de boa fé, ou na pior das hipóteses, não passam de puro artifício para tomar dinheiro das pessoas, quando praticados por charlatães.

Sem dúvida há muita controvérsia envolvendo este tema e os outros abordados aqui neste texto. Vale ressaltar também que a Ciência não é a dona absoluta da verdade. Neste sentido, o principal objetivo desse artigo foi apenas orientar o leitor para que se torne crítico e não acredite em tudo o que prometem por aí, uma vez que há muito interesse comercial por trás de produtos e terapias alternativos, principalmente quando envolvem saúde.

* A equipe do Jornal da Ciência esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do jornal.

10 de maio de 2012

Cursos online na Harvard e no MIT...

MP900399768Olá...

Vi essa notícia no início da semana e agora repasso ela aos que se interessarem. A Harvard e o MIT, duas renomadas instituições de ensino e pesquisa americanas, por meio de uma parceria, oferecerão a que tiver interesse cursos na modalidade à distância. E o interessante é que serão gratuítos.

Pelo que vi no release, os cursos ainda não estão disponíveis. Vale, então, ficar atento para quando do lançamento dos cursos. Quem tiver interesse em saber mais, acesse o link a seguir.

EDX ONLINE

Até mais...

9 de maio de 2012

Saber Científico...

Do Pancho. Publicado na Gazeta do Povo em 30.04.2012.

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Mais uma Fonte de Pesquisas Online - HAL

Olá...

O motivo desta postagem é divulgar o HAL - Hyper Articles en Ligne, um arquivo multidisciplinar de livre acesso para depósito e disseminação de pesquisas científicas. Vale dar uma vasculhada na base, pois recebe para depósito documentos de pesquisas de todo o mundo e os disponibiliza livremente. Alguns documentos não estão completos, mas a maioria está. E para realizar a pesquisa com maior eficiência, basta realizar um cadastro bem simples.

Até mais...

20 de abril de 2012

Profissão docente: entre o bico e a moda...

Olá...

Não sei se é pra rir ou pra chorar. Em matéria originalmente publicada no portal da revista Exame e, em nota produzida pelo Jornal do Professor, da Editora Atlas, a profissão docente, junto a algumas outras, inclusive a de contador, foi colocada entre as que nunca sairão “de moda”. Até que se fizermos um esforço é possível entender o sentido dado. Entretanto não vejo com bons olhos colocar profissões como sendo “moda”. Ainda mais a docência, mesmo que considerem que ela nunca sairá “da moda”. Creio ser infeliz a analogia.

Mas o fato é que além de “moda”, para muitos ela também é um “bico”, uma forma de - não encontrando outro emprego e tendo alguma formação/experiência que se julgue suficiente - ganhar o pão de cada dia até que se encontre algo mais rentável ou com melhores perspectivas. Muitos também entram na docência-bico como forma de complementação de renda. É o que acontece em muitos casos... muitos mesmo... arrisco dizer mais do que se possa imaginar...

Até breve...

20 de março de 2012

O que é Pesquisa?

Olá pessoal...

Segue um vídeo que explica o que é pesquisa a partir de um exemplo de pesquisa que foi conduzida em campo. Para a galera da Ciência Contábil, na disciplina de Metodologia da Pesquisa que estou conduzindo, observem os conceitos abordados. Eles são válidos em qualquer tipo de pesquisa.

Até mais...